Já faz algum tempo que não tem essa de – fase de mudanças na minha vida. Ela é em si a constante mudança, em cada pequeno detalhe, cada aspecto e sentimento, cada célula de mim vem se modificando. (Tá bom, eu sei que a idade muda tudo, rs). Eu não pedi por isso, nem mesmo esperei, eu só senti que devia. Achei sabe-se lá Deus o porquê, que era a hora, decidi e me joguei.

Aumentei minha coleção de profissões, e se tem algo que acertei foi nisso. E virão mais acertos por aí, espero.

“Se jogar” se tornou quase um estilo de vida. E justamente numa fase, quando supostamente a gente se imagina “estabilizada”. Mas quê…ih esquece, isso não existe darling, eu conclui. E não precisa existir. Graças a essa falta de linearidade e de “chão firme”, sou quem sou, cheguei onde estou. Gosto. Se é muito ou pouco, prefiro não medir, só sei que rio muito mais que antes.

E esses contornos, paletas, batons, cores e desenhos vêm chamando de dentro de mim, outras coisas e talentos que eu tenho. É bonito de ver a força que as coisas ganham quando precisam acontecer. Silenciosamente de início, e depois com bastante barulho, como eu adoro.

As pessoas que me conhecem ou que me conheceram recentemente podem ver isso, tenho certeza. Cada uma delas tem um papel muito importante nesse caminho, mesmo que eu não diga verbalmente.

O Jornalismo sempre estará comigo, mesmo porque não pretendo parar de escrever nunca, e ser jornalista é algo que representa uma parte importante da minha vida, principalmente, num mundo onde um dos grandes males seja a péssima interpretação de texto das pessoas. E também porque, e apenas, como sempre, eu quero. E fazer o que eu quero, de vez em quando, ao menos, é uma dádiva em tempos de realismo fantástico.